domingo, 14 de outubro de 2018

HAIKU

Winslow Homer, Palm Tree, Nassau, 1898



as lanças em riste

na ramagem das palmeiras

combatem o vento


25-09-2018
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terça-feira, 11 de setembro de 2018

HAIKU





HAIKU


pela fresta da luz

que a porta do quarto abriu

vinham murmúrios


11/09/2018
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terça-feira, 6 de março de 2018

HAIKU




HAIKU


O dia começa

com quatro cordas entre o

queixo e o ombro.


05/03/2018
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

HAIKU




(Neve no Sahara)



A cada nevão

cada coisa sob a neve

parece-me nova



07/01/2018

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sexta-feira, 31 de março de 2017

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

domingo, 4 de setembro de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

HAIKU




Sob a borboleta
estão as pétalas da rosa:
escondem-se do vento.


18-07-2016
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

depois do ciclone








depois do ciclone
vou através da floresta
ordenando as árvores


*

os lagos despem
para o oblívio do inverno
a sua capa branca



2016
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

haiku em minúsculas




a chuva desenha 
os pequenos sons que caem
no espelho da ria

*
grito das gaivotas –
procura sobre os telhados
companhia.


22-05-2016
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

mais 2 haiku



O vento gelado -
aconchega-se no fumo
que sai da chaminé.

27-08-2015
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O trovão súbito -
ainda faz estremecer
as rosas na jarra.

4-8-2015
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domingo, 2 de agosto de 2015

DOIS HAIKU




HAIKU,  
de Richard Brautigan  (Estados Unidos, 1935-1984)

Out of the haze
The dog brings back
The wrong stick

Por causa da névoa
O meu cão traz-me de volta
O pau errado.


© Versão minha


#


Controle de passaporte -
a minha sombra espera
já do outro lado.


29-7-2015

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sábado, 1 de agosto de 2015

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

HAICAI





Com um manto de plumas
Rasgou a cinza do dia
Com todas as cores


20-11-2014

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(Estátua de Bashô, em Iwate, Japão)

domingo, 31 de agosto de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

BESTIÁRIO, COM UMA ALUSÃO AOS HAIKU



“el tigre vocativo de mi verso/ es un tigre de símbolos y sombras”

J.L.Borges


 Para o João de Mancelos

 
O canto da cotovia na planície libertou

de tudo os olhos de Bashô, mais longe

no majestoso

albatroz, Walt Whitman

rente ao céu, tem um desejo azul

 
Depois o cântico lunar do grilo

que voa nos ouvidos de Alexandre

o nosso O’Neill

 
Por fim, da nossa infância

o destino branco

na baleia de Melville.

 
1-5-2014
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HAIKU (Inédito)



No Outono as aves
fecham sobre o corpo as asas:
cansaço do Estio.
 
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terça-feira, 4 de junho de 2013

3 Traduções de Kobayashi Issa




Um mar de gente.
Atravessa-o empunhando
uma borboleta.

*

Como se desnudam
os ombros do caracol
diante da lua!

*

Ânimo, aranhas!
Apenas de quando em quando
eu limpo a casa.


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